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Sangramento pós-parto

Olá Meninas,

Acho que já falei em algum post que temos uma amiga grávida  e por isso tenho lembrado e pensado na minha gravidez. Lembrei de um episódio difícil e resolvi compartilhar com vocês. Eu sempre soube que existia o sangramento pós-parto, na época uma amiga já tinha me alertado que ela  ficou “menstruada” durante uns 30 dias seguidos após o parto. O fato é que no meu caso não foi bem assim.

Vamos lá… a Valentina nasceu na terça e na quinta recebi alta. Na maternidade eu estava  “amamentando”  e a Valentina deveria ter uma boa reserva porque não estava faminta nas primeiras 48hs, mas quando cheguei em casa (na quinta)  tudo mudou e ela começou a mamar continuamente. Na sexta tive sérios problemas (feridas no peito por amamentar de forma “errada”) com a amamentação e a Valentina tomou sua primeira mamadeira. Sábado eu consegui amamentar e complementar com mamadeira e domingo consegui começar a amamentar para valer (tipo.. só peito). Ok, na segunda de noite comecei a sentir muita cólica e minha médica já tinha me alertado que a amamentação ajuda o útero a contrair e começar a retornar para seu tamanho “normal”. Eu estava sentada amamentando e sentindo essa cólica e de repente senti como se estivesse fazendo xixi na calça. Pedi para o meu marido pegar a Valentina e fui no banheiro rapidinho porque pensei que era alguma coisa com a bexiga, mas não, era muito sangue saindo de uma vez só ( na cor vermelho vivo), limpei tudo, troquei o absorvente e voltei a amamentar e ai passaram uns 10 minutos e senti novamente uma “enxurrada” chamei meu marido correndo e ele pegou a Valentina e corri para o banheiro e ele para internet. Na hora eu pensei que iria morrer, é sério mesmo… parecia filme de terror aqui em casa, os absorventes pós-parto não deram conta do recado. Foi muito sangue e coágulos enormes saindo rapidamente. Eu estava tomada por aqueles malditos hormônios do pós-parto, liguei para minha médica e ela disse que era “normal” e eu acatei, mas vou confessar que hoje sinto raiva porque sei que não foi normal.

Fiquei muito fraca e depois da questão “amamentação” estar quase superada fisicamente e emocionalmente (tive problemas para amamentar durante dois dias que pareceram eternos porque sofri para caramba!!!) veio todo esse sangramento que sugaram minha energias e mais uma vez fiquei mega frágil e abalada (repito: pensei que iria morrer!!).

Acho que se isso acontecer após a próxima gravidez vou correndo para a emergência da maternidade e ai quero ver se ninguém vai fazer nada vendo aquele sangue todo que não foi contido por nenhum mega absorvente.

Depois de uma madrugada apreensiva e muita cólica o episódio se repetiu mais uma vez de forma moderada e depois disso eu usei carefree durante mais alguns dias e acabou o sangramento pós- parto (tbm né, foi muito sangue de uma vez só que não sobrou mais nada). Confiram o texto do baby center e alguns comentários:

O que é o sangramento pós-parto?

Toda mulher tem sangramento vaginal depois de ter um bebê. É o corpo eliminando o material que revestia o útero durante a gestação. É como uma menstruação, com um fluxo mais intenso, às vezes irregular. Essa secreção também recebe o nome de lóquios. À medida que o útero vai se contraindo e voltando ao tamanho normal, a intensidade do sangramento diminui, e a cor também muda: de vermelho vivo para rosa e depois para amarronzado ou amarelado.

Quanto tempo esse sangramento dura?

Para algumas mulheres, dura só duas ou três semanas; para outras, até seis. O sangramento vermelho vivo deve ir embora depois de no máximo duas semanas. Se não for, é sinal de que talvez você esteja abusando das atividades. Reduza seu ritmo. Caso nos dias seguintes o fluxo continue intenso e bem vermelho, fale com o médico. (acho que posso ter abusado das atividades, tenho mania de arrumação e pensando bem a Valentina nasceu na terça (cesárea)  e no sábado eu já estava varrendo a casa).

Há algo que eu tenha de fazer?

Não. A única providência é ter em casa, antes de ir para a maternidade, uns dois ou três pacotes de bons absorventes noturnos. (Leia mais sobre de quantos absorventes você vai precisar depois do parto.) Você pode levar um pacote para a maternidade, para o caso de não gostar do tipo fornecido pelo hospital. Absorventes internos não podem ser usados nas primeiras seis semanas do pós-parto, porque podem levar bactérias para o útero e causar infecções.

Quando devo me preocupar? Procure o médico se o sangramento:

• exigir a troca de mais de um absorvente por hora (isso aconteceu comigo)

• continuar muito intenso e vermelho depois da segunda semana

• de repente ficar vermelho e intenso de novo depois da segunda semana, e não melhorar com o repouso

• tiver coágulos grandes (maiores que uma bola de pingue-pongue) (sim! Isso tbm aconteceu comigo, viram.. dá próxima vez saio correndo para a maternidade sem pensar duas vezes!)

• tiver um cheiro ruim, ou se você tiver febre e/ou calafrios. (tive calafrios e me senti mega fraca)

É raro, mas algumas mulheres sofrem da chamada hemorragia pós-parto secundária. Se você tiver uma hemorragia muito intensa depois que o fluxo já tinha diminuído (precisando de mais de um absorvente por hora), procure imediatamente o médico, mesmo que não haja coágulos. Pode ser um sinal de que um pedaço da placenta acabou ficando dentro do útero, ou de que o útero não está voltando ao tamanho normal como deveria. Também procure ajuda médica imediatamente se estiver sangrando e sentir que vai desmaiar.

Para mais informações: clique aqui

* Desculpas os “detalhes”, mas estamos aqui para isso!! Bjs!!

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Arquivado em Gravidez, Vida de mãe

Loucura pós-parto

“Louca, louca, louca, estou ficando louca” era o que eu pensava logo depois que a Alis nasceu. Ninguém nesse mundinho me falou do “baby blues”, da melancolia pós-parto, da loucurada hormonal que rola depois do parto. Nin-guém! De uma hora pra outra me vi chorando por todos os cantos, chorando com cenas i-d-i-o-t-a-s de filmes (eu chorei vendo a última sequência de “Um lugar chamado Notting Hill”, me mata!), com frases proferidas com entonações obscuras (obscuras na minha cabeça, notem), com trocas de fralda, visitas… em basicamente todas as circunstâncias que seguiram as duas semanas após o nascimento da pequena.

Sim, eu tive capacidade de chorar enlouquecidamente mesmo com uma gracinha dessas que, no terceiro dia, já tinha espasmos que pareciam sorrisos!

As pessoas tinham medo de falar comigo. “Lou-ca”, elas pensavam, “ela vai começar a chorar a qualquer segundo”. Uma amiga me pergunta até hoje se eu tô legal, me consola dizendo que as coisas vão melhorar, que eu vou ficar bem. Acho que, pra ela, eu nunca vou me recuperar completamente e o que eu senti deixou cicatrizes profundas no meu ser… e que eu estou me fazendo de louca e fingindo que estou bem agora. A verdade é que eu nunca fiquei mal de verdade. Eu mantinha diálogos longos dentro da minha cabeça entre a minha metade sã e a minha metade louca, e era mais ou menos assim:

LOUCA: Céus, a minha vida acabou, o que eu vou fazer? Eu não sei ser mãe!

SÃ: Melina, você só tá assim por causa dos hormônios, são reações químicas, só isso…

[Pausa para autocomiseração por parte da minha metade louca, seguida de choro]

LOUCA: Mas, mas… [choro]

SÃ: Pare de chorar, recomponha-se, mulher! Parece até que nunca estudou biologia na vida…

LOUCA: Mas NINGUÉM avisou que eu me sentiria dessa forma! Isso acontece com todo mundo? POR QUE diabos as pessoas têm filhos se é isso que se sente depois do parto?

SÃ: Porque as pessoas não SENTEM isso, é só uma reação química no seu cérebro, tô me sentindo uma vitrola aqui, criatura!

[Pausa para a expressão “mas, mas…”]

…*…

A minha metade louca estava sempre procurando uma explicação para justificar aquela melancolia toda, mas a minha metade sã e racional sabia que nada era nada naquela sensação de vazio. Bom, eu estava mais vazia mesmo, isso fazia sentido. Aquela barriga que eu carreguei tranquilamente por nove meses agora não existia mais e, “pior”, ainda precisava de atenção constante, seio, fralda, banho, colo. Falta, eu acho, uma orientação melhor por parte do sistema de saúde, da mídia e priiincipalmente da família, das amigas, das colegas, das pessoas que já viveram isso e sabem que isso passa. E passa mesmo. E depois que passa (correndo o risco de escrever a palavra “passa” 300 vezes no mesmo parágrafo) é uma maravilha. Você percebe que a sua vida não foi roubada, foi presenteada (e agora correndo o risco de parecer brega usando a palavra “presenteada” mesmo).

[Mas assim… eu tive sorte: um marido fodástico que me deu todo o apoio, uma mãe que ajudou com toooodas as minhas crise e uma grande amiga que tinha acabado de ganhar uma filha linda e que me ajudou a superar as crises!]

Cara de "mãe, tudo bem? Você não vai ficar louca de novo, né?"

Nas duas primeiras semanas eu achei que a minha vida ia acabar, que eu nunca mais iria dormir, nunca mais iria ao cinema, nunca mais pegaria uma balada, nunca mais_______ [insira toda e qualquer coisa aqui]. Hoje em dia eu acordo de madrugada para amamentar louca de vontade de cheirar a minha filha. Eu sei, eu sei, coisa de louca, mas uma louca de outro tipo: Louca pela filha. Agora as pessoas me dizem (e eu acho muito irritante, só pra constar) que eu vou estragar a Alis porque estou o tempo todo grudada nela. Nem estou, é intriga da oposição. Acontece que as pessoas chegam na hora que estou com ela no colo, é pura coincidência!

Mas a questão é essa mesmo: passa. Na UFSC tinha uma pichação bem dãr, mas que tem tudo a ver e que todo mundo que estudou lá até 2007 ou 2008 (não me recordo quando a pichação foi coberta) sabia e falava o tempo todo. Ela dizia: “Tudo passa, até uva passa”. Para as futuras mães digo o seguinte: não se descabele (acredite, vai acontecer naturalmente porque nos primeiros dias você nem olha pro seu cabelo), não pense que o mundo acabou, mas chore sempre que quiser porque ajuda muito, mesmo que te achem louca.

Depois fica tudo louco de bom, pode apostar!

PS: O que eu tive foi causado por uma questão hormonal, não foi depressão pós-parto. A depressão pós-parto causa pensamentos muito negativos relacionados a suicídio, incapacidade emocional de cuidar do bebê, entre vários outros sintomas. Se você estiver sentindo qualquer coisa parecida com isso, procure ajuda o quanto antes.

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